A Farsa jurídico-midiática do Estado de Exceção do Rio de Janeiro segue a todo vapor.

O juízo da 27ª Vara Criminal da Capital recebeu denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de 23 ativistas acusados de formação de quadrilha armada. Segundo a denúncia, os réus integram o grupo que teve prisão temporária decretada no último dia 12, durante a Operação Firewall, e que foram beneficiados por habeas corpus durante esta semana. Os mandados de prisão já foram expedidos.

Acompanhe a situação dxs presxs

O juiz escreveu ainda na denúncia que com a intensificação das manifestações e com o início das chamadas ocupações, passou a ser tentada uma unificação dos grupos, tendo havido a criação da chamada Frente Independente Popular (FIP), cujo objetivo seria a definição de uma linha de atuação para os diversos grupos e indivíduos envolvidos na realização de protestos. A intenção explícita da chamada operação Firewall é desarticular a Frente Independente Popular cuja periculosidade “põe em risco a ordem pública, deve-se proteger, por conseguinte, o meio social”. Já vivemos historicamente um longo período em que à Polícia se Delegava o garantimento da Ordem Pública e Social.

A FIP é a única organização na luta de classes da cidade que não se dobra às exigências da polícia, que não compactua com os abutres eleitoreiros, e que mantém  uma tática classista e combativa face à ditadura burguesa. Podemos ver a farsa da chamada liberdade liberal, oferecida como um produto pelos publicitários dessa democracia, quando se ousa questionar o status quo, com veêmencia, clareza estratégica, e uma combatividade aguerrida, as garras do arquipélago carcerário rapidamente arrancam os insubmissos do seio da sociedade. Por isso não aceitamos que se chame o regime político brasileiro de democracia, e afirmar isso significa se opor à farsa eleitoral sem capitulações.

Além das pessoas que já haviam sido denunciadas, inclui-se desta vez na lista também F[abio Raposo e Caio Silva, já presos acusados da morte do cinegrafista da Band.  A inclusão de duas pessoas que nunca sequer participaram de uma plenária da FIP tem o intuito unicamente midiático, para apimentar a trama desse espetáculo da democradura.

Os 23 denunciados pelo MP-RJ são:
– Elisa de Quadros Pinto Sanzi
– Luiz Carlos Rendeiro Junior
– Gabriel da Silva Marinho
– Karlayne Moraes da Silva Pinheiro
– Eloisa Samy Santiago
– Igor Mendes da Silva
– Camila Aparecida Rodrigues Jourdan
– Igor Pereira D’Iicarahy
– Drean Moraes de Moura Corrêa
– Shirlene Feitoza da Fonseca
– Leonardo Fortini Baroni Pereira
– Emerson Raphael Oliveira da Fonseca
– Rafael Rêgo Barros Caruso
– Filipe Proença de Carvalho Moraes
– Pedro Guilherme Mascarenhas Freire
– Felipe Frieb de Carvalho
– Pedro Brandão Maia
– Bruno de Sousa Vieira Machado
– André de Castro Sanchez Basseres
– Joseane Maria Araujo de Freitas
– Rebeca Martins de Souza
– Fabio Raposo Barbosa
– Caio Silva Rangel.

Retirado de CNA Rio:

https://cnario.noblogs.org/post/2014/07/18/a-caca-as-bruxas-continua/

Advertisements